Autor: Lao She
ISBN-13: 9788574482774ISBN-10: 8574482773
Ano: 2017 / Páginas: 336
Idioma: português
Editora: Estação Liberdade
A utopia da cidade grande, pintada no imaginário coletivo como o eldorado redentor de oportunidades para uma vida melhor, sempre alimentou esperanças, não importando o lugar ou a época. Essa temática que, em suma, é a luta pela sobrevivência, ganha um registro impactante em O garoto do riquixá, romance de Lao She publicado originalmente em 1937, que agora dá início a traduções do chinês pela Estação Liberdade.
Ambientada na Beijing dos anos 1920 e 1930, tempos de grande efervescência social e política na China, a trama acompanha a catártica cruzada de Xiangzi, o personagem-título. Vindo do campo, ele se instala na metrópole determinado a se tornar um condutor de riquixá. A ideia que o anima é simples: economizar seus yuans para conseguir comprar o próprio veículo e, assim, se tornar um trabalhador autônomo.
No entanto, sua missão não será nada fácil. Ora traído por sua inocência, ora ludibriado por patrões mal-intencionados ou figuras interesseiras que cruzam seu caminho, Xiangzi parece fadado a um destino de danações. O rapagão bem-disposto e sonhador que veio à cidade com pouco mais do que a cara, a coragem e a roupa do corpo tem de lidar com o choque de uma realidade hostil, onde a noção de sobrevivência pode significar atropelar o próximo, se necessário for.
Com esta tragédia social, colocando o povo como principal tema e se apropriando do dialeto das ruas de Beijing, Lao She marcou seu nome no modernismo literário na China. O personagem de Xiangzi, apropriadamente apelidado de “Camelo”, é a personificação da eterna luta entre os opulentos e os miseráveis, o ser humano bestializado por seus pares. Com humanismo e dura honestidade, o autor criou um documento histórico de uma China ainda bem destoante da potência econômica que desconcertaria o mundo nas décadas seguintes.
Ambientada na Beijing dos anos 1920 e 1930, tempos de grande efervescência social e política na China, a trama acompanha a catártica cruzada de Xiangzi, o personagem-título. Vindo do campo, ele se instala na metrópole determinado a se tornar um condutor de riquixá. A ideia que o anima é simples: economizar seus yuans para conseguir comprar o próprio veículo e, assim, se tornar um trabalhador autônomo.
No entanto, sua missão não será nada fácil. Ora traído por sua inocência, ora ludibriado por patrões mal-intencionados ou figuras interesseiras que cruzam seu caminho, Xiangzi parece fadado a um destino de danações. O rapagão bem-disposto e sonhador que veio à cidade com pouco mais do que a cara, a coragem e a roupa do corpo tem de lidar com o choque de uma realidade hostil, onde a noção de sobrevivência pode significar atropelar o próximo, se necessário for.
Com esta tragédia social, colocando o povo como principal tema e se apropriando do dialeto das ruas de Beijing, Lao She marcou seu nome no modernismo literário na China. O personagem de Xiangzi, apropriadamente apelidado de “Camelo”, é a personificação da eterna luta entre os opulentos e os miseráveis, o ser humano bestializado por seus pares. Com humanismo e dura honestidade, o autor criou um documento histórico de uma China ainda bem destoante da potência econômica que desconcertaria o mundo nas décadas seguintes.
"Racionalizou seu tormento muito filosoficamente: enquanto ele sentisse medo de alguma coisa, provava-se que ainda não era desalmado."
"Quando alguém lhe dava dinheiro, era obrigado a aceitar, e ao aceitá-lo, deixava de ser senhor de si próprio."
"Era como andar ao pôr-do-sol: o céu está lá longe e já escuro, mas diante dos olhos ainda há claridade suficiente para caminhar alguns passos."
"Os seres humanos evoluíram dos animais, apenas para chegar ao ponto de banir seus semelhantes de volta ao reino animal."

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