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Mostrando postagens de abril, 2022

Alex

  Vencedor do prêmio Crime Writers’ Association (CWA)  International Dagger de melhor romance policial traduzido, o segundo volume da Trilogia Verhoeven - escrita por Pierre Lemaitre - é excepcional. Na minha visão, o modo de escrita difere do primeiro (Irene).  As frases mais curtas dão agilidade à narrativa e a i ntrospecção do Comandante Camille Verhoeven está muitom ais acentuada. É absolutamente possível lê-lo sem ter lido Irene, mas a  leitura deste preenche determinadas lacunas e tornac ompletamente inteligível as atitudes do Comandante e des eus parceiros de equipe. Três investigadores: o taciturno Camille, o excepcionalmente r rico Louis e o avarento Armand. Diferentes e complementares, eles partem para solucionar o sequestro de uma garota. A partir daí, nada é o que parece. Ou é?

O Corcunda de Notre Dame

A obra de Victor Hugo é um monumento construído por palavras, cuja beleza deslumbra a humanidade. É atemporal. Retratando outros séculos, é atual sempre. Em o Corcunda de Notre Dame, o que se vislumbra entre suas páginas é o cenário francês do século XV, embora sejamos remetidos de tempos em tempos ao XIX, por meio das comparações feitas pelo autor. A voz condutora da história é a do próprio Victor Hugo. É ele quem narra os acontecimentos que permeiam seus personagens, os quais desfilam diante de nossos olhos. É possível ouvir o pandeiro tocado pela cigana Esmeralda nas praças de Paris, bem como o balido de sua inseparável cabritinha Djali. A juventude, a beleza, a ingenuidade e a bondade são as características de seu caráter de menina de quinze anos. Foi tomada pelo amor e perdida por ele. Quasímodo foi construído com a complexidade que o personagem merece. Ao retratá-lo como "disforme", feio, surdo, capaz de causar medo e repulsa, Victor Hugo esclarece a forma como as pesso...

Fahrenheit 451

  215 páginas. Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, Fahrenheit 451, de Ray Bradubury, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. Agora, o título de Bradbury, que morreu recentemente, em 6 de junho de 2012, ganhou nova edição pela Biblioteca Azul, selo de alta literatura e clássicos da Globo Livros, e atualização para a nova ortografia. A singularidade da obra de Bradbury, se comparada a outras distopias, como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ou 1984, de George Orwell, é perceber uma forma muito mais sutil de totalitarismo, uma que não se liga somente aos regimes que tomaram conta da Europa em meados do século passado. Trata-se da “indústria cultural, a sociedade de consumo e seu corolário ético – a moral do senso comum”, segundo as palavras do jornalista Manue...

Os Buddenbrook

  Autor: Thomas Mann ISBN-13:  9788535926910 ISBN-10:  8535926917 Ano: 2016 / Páginas: 712 Idioma: português Editora:  Companhia Das Letras Primeiro romance de Thomas Mann, publicado em 1901, este livro monumental acompanha a saga dos Buddenbrook, uma família de comerciantes abastada do norte da Alemanha. Quatro gerações são retratadas na crônica familiar inspirada na linhagem do próprio escritor e situada numa cidade com todas as características de Lübeck, a terra natal dos Mann. Com personagens vívidos, diálogos brilhantes e elevada riqueza de detalhes, o autor lança um olhar preciso sobre a vida da burguesia alemã - entre nascimentos e funerais; casamentos e separações; desentendimentos e rivalidades; sucessos e fracassos. Esses acontecimentos sucedem-se ao longo dos anos, mas à medida que os Buddenbrook sucumbem à sedução da modernidade, o declínio moral e financeiro parece estabelecido. O leitor contemporâneo encontra intactos o frescor e o fascínio deste que é ...

Viagem ao fim da noite

  Autor:  Louis-Ferdinand Céline   ISBN-13: 9788535914559 ISBN-10: 8535914552 Ano: 2009 / Páginas: 536 Idioma: português Editora: Companhia de Bolso Obra-prima do romancista francês Louis-Ferdinand Céline. Nele, o personagem Ferdinand Bardamu denuncia a torpeza da sociedade e a fragilidade da condição humana. O romance começa na I Guerra Mundial e termina por volta de 1930, com a crise econômica que se arrasta pela Europa. "Ser velho é não encontrar mais papel ardente para representar, é cair nesse insípido momento em que o teatro está de folga e não se espera mais do que a morte." "Se as pessoas são tão ruins, talvez seja só porque sofrem, mas é longo o tempo que separa o momento em que deixaram de sofrer daquele em que se tornam um pouco melhores." "A maioria das pessoas só morrem no último instante, outras começam e a isso se dedicam com vinte anos de  antecedência e até mais. São os infelizes da terra.!"

O leitor do trem das 6h27

  Autor:  Jean-Paul Didierlaurent ISBN-13:  9788580577914 ISBN-10:  8580577918 Ano: 2015 / Páginas: 176 Idioma: português Editora:  Intrínseca Um romance sensível sobre o poder dos livros e da literatura. Operário discreto de uma usina que destrói encalhe de livros, Guylain Vignolles é um solteiro na casa dos trinta anos que leva uma vida monótona e solitária. Todos os dias, esse amante das palavras salva algumas páginas dos dentes de metal da ameaçadora máquina que opera. A cada trajeto até o trabalho, ele lê no trem das 6h27 os trechos que escaparam do triturador na véspera. Um dia, Guylain encontra textos de um misterioso desconhecido que vão fazê-lo buscar cores diferentes para seu mundo e escrever uma nova história para sua vida. Com delicadeza e comicidade, Didierlaurent revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que os personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia cotidiana. "Um mundo onde os livros tinh...