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Viva o povo brasileiro


Autor: João Ubaldo Ribeiro 

ISBN-13: 9788560281282
ISBN-10: 8560281282
Ano: 2008 / Páginas: 640
Idioma: português
Editora: Alfaguara

Clássico da literatura brasileira, referência internacional da mais competente ficção de nosso país, Viva o povo brasileiro é romance profundo e arrebatador.

Obra que confirmou definitivamente o lugar de João Ubaldo Ribeiro entre os maiores escritores de língua portuguesa, Viva o povo brasileiro foi lançado treze anos depois de Sargento Getúlio. Consagrado pela crítica e pelos leitores e considerado um dos mais importantes romances da literatura nacional, o livro se volta às origens do Recôncavo Baiano para recriar quase quatro séculos da história do país por meio da saga de múltiplos personagens. Viva o povo brasileiro se desenvolve em grande parte no século XIX, mas também viaja a 1647 e avança até 1977. Nele, realidade e ficção se misturam para criar um épico brasileiro com passagens heroicas e cômicas, tendo como pano de fundo momentos decisivos para a história do país, como a Revolta de Canudos e a Guerra do Paraguai. Como aponta em seu texto "Brava gente brasileira" o professor de literatura João Luís C. T. Ceccantini, Viva o povo brasileiro é uma espécie de 'epopéia às avessas', em que a história do Brasil ressurge não sob a perspectiva da 'História oficial', mas pela ótica de personagens anônimos do povo brasileiro. Na trama, o escritor segue as trilhas de um romance popular, sem cair no "popularesco" ou no "populismo". E a saída que encontra para produzir um texto acessível mas ao mesmo tempo de alto nível literário é a "da paródia e do humor." Traduzido para o alemão, espanhol, francês e italiano, e vertido para o inglês pelo próprio autor em dois anos de incomum e árduo trabalho, Viva o povo brasileiro ganhou em 1984 o prêmio Jabuti e o Golfinho de Ouro, do Governo do Rio de Janeiro.

"E tantos sacrilégios já se cometam que, não já estivesse Deus do lado brasileiro por justiça e vocação, para ele se bandearia agora diante da algozaria do inimigo."

"... que pela saudação se conhece o povo e a pessoa e não se pode esperar nada de um povo que, já sendo escravo, rende homenagem a outro escravo com a prosternação de quem oferece a cabeça e os costado para degrau ou capacho."

"Ah, não sabia nada muito explicado dessas coisas, mas sabia que a liberdade de um não era nada sem a liberdade de todos e a liberdade não era nada sem a igualdade e a igualdade há que estar dentro do coração e da cabeça, não pode ser comprada nem imposta."







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