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George MacDonald

 
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A Transparência do Tempo

  Leonardo Padura é romancista, ensaísta e jornalista. Considerado um dos melhores autores de Cuba, escreveu roteiros para o cinema e atuou por 15 anos na área do jornalismo investigativo. Pós-graduado em Literatura Hispano-americana pela Universidade de Havana, se dedica exclusivamente à literatura desde 1995. Agraciado pelo governo espanhol com a dupla nacionalidade, prefere continuar vivendo na ilha onde nasceu. Ganhou reconhecimento internacional com a série de romances policiais “Estações Havana”. Em A Transparência do Tempo, Padura nos brinda com uma história de mistério. Uma escultura de Nossa Senhora de Regla é furtada e seu dono, Bobby, antigo amigo de Mario Conde, solicita sua ajuda para encontrá-la. A partir daí, a história se desenrola levando o leitor a percorrer as ruas de Havana, onde se passa a maior parte da narrativa, em companhia de Conde e seus amigos. Mario Conde, o protagonista do romance, é um ex-policial cético (detetive particular quando necessário), ...

O Caminho Imperfeito

  A prosa de José Luís Peixoto é poesia, ou pode ser que seja poesia proseada. Este livro é sobre uma viagem (ou viagens) que fez à Tailândia, por isso muitos podem se sentir tentados a classificá-lo como livro de viagem, um diário de bordo talvez. Não penso que seja nem uma coisa nem outra. Sim, ele nos conta a respeito da Tailândia. Percorreu o país de norte a sul. Fala do clima, das pessoas, dos cenários urbanos e rurais, das festas, das comemorações nacionais, dos lugares turísticos... Tudo isso é retratado em seu texto. Porém, como o autor deixa claro, ele fala da “sua própria Tailândia”. De um país que ele vê e sente e que pode não ser, necessariamente, o que outros viajantes veem e sentem. Ele traduz em palavras as suas emoções durante sua estada nesse país, entrelaçando-os com memórias de coisas vividas por ele próprio. Assim, ao lado das impressões de viajante, há incursões acerca de lembranças de sua vida. Sua infância, seus pais e irmãs, seus filhos e sua mulher. T...

Lendo Lolita em Teerã

  Azar Nafisi (Teerã, 1 de dezembro de 1948) é uma acadêmica e escritora best-seller iraniana que vive nos EUA desde 1997 quando emigrou do Irã. O campo de atuação é a literatura inglesa. O livro de 2003 "Reading Lolita in Tehran: A Memoir in Books" foi traduzido para 32 idiomas e permaneceu por 117 semanas na lista de "Mais vendidos" do New York Times e conquistou inúmeros prêmios de literatura, incluindo o prêmio de não-ficção do "Book Sense Book of the Year Award" e o prêmio europeu "Persian Golden Lioness Award" para literatura. A narrativa não é linear. A autora transita por diversas épocas de sua vida e da história recente do Irã. Em uma vertente, descreve sua volta para Teerã, depois de estudar nos EUA, e sua vida no país pós-revolução islâmica e durante a guerra contra o Iraque, que durou oito anos. Traça suas angústias, dúvidas, medos e sua percepção e vivência de todas as restrições impostas pelo regime. Em outra, conhecemos suas ...

Jane Eyre

  Clássico literatura, “Jane Eyer” está incluído na lista dos “1000 livros para ler antes de morrer”. A história se desenvolve na Inglaterra e acompanha a vida de Jane Eyre desde sua infância até a maturidade. O ritmo da narrativa é intenso e nos faz continuar a leitura até descobrirmos o resultado da ação abordada. É um livro espetacular! Os protagonistas, Jane Eyer e Edward Rochester, são extremamente complexos e maravilhosamente construídos. Durante o decorrer da história, podemos vislumbrar diversos arquétipos dos contos universais: cinderela, a bela e fera são exemplos desses padrões. Perceber o crescimento e o desenvolvimento intelectual e emocional da protagonista é uma experiência que vale a pena. Narrado em primeira pessoa, acompanhamos os embates mentais enfrentados por Jane e como ela lida com diversas questões. Como ela escolhe a prevalência dos princípios sobre as emoções é um dos destaques da história. Suas escolhas são sempre fundamentadas e podemos acompanhar ...

Henry James

  Publicado em 1898, A Volta do Parafuso, clássico de Henry James, começa com uma reunião em torno de uma lareira. Nesse encontro, Douglas irá contar ler uma história que se encontra escrita em carta deixada pela governanta de Bly. A carta relata os fatos estranhos vivenciados pela governança, cujo nome não é revelado, durante sua estada na propriedade e a relação desses fatos com as crianças das quais é preceptora. A questão é: os fatos ocorreram ou são frutos de uma mente conturbada? As crianças têm relação com eles? Elas entendem o que estava acontecendo e interferiram nos eventos? O misterioso e sedutor proprietário de Bly exerceu alguma influência sobre a governanta, jovem e inexperiente? Ao longo da narrativa, essas questões surgem e nossa mente e o término abrupto da história nos deixa perplexos! Novela de 1898, A volta do parafuso, ou também traduzida como A outra volta do parafuso, foi escrita por Henry James. Publicada inicialmente de forma serial na revista Colli...